Mineralograma de Cabelo

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O mineralograma capilar, também conhecido popularmente como o "exame do fio de cabelo" é solicitado como rotina na prática ortomolecular, que tem como um de seus maiores pilares a prevenção de doenças. A análise do cabelo informa ao médico se o paciente está com intoxicação crônica por metais pesados e como está o equilibrio mineral. Segundo a Organização Mundial de Saúde, este é o exame mais eficaz (padrão ouro) para a detecção de metais pesados (mercúrio, arsênico, chumbo, alumínio).

O mineralograma de cabelo avalia 17 metais pesados, que podem se depositar cronicamente no organismo, gerando sinais e sintomas, desde sutis a mais graves ou até serem a causa de instalação de doenças. A fonte de contaminação é externa (alimentação, água, ar, cosméticos). Cada metal tem um tropismo (maior atração) por um determinado órgão.

O alumínio por exemplo deposita-se com maior preferência no sistema nervoso central e suas fontes são alguns medicamentos antiácidos para o estômago e desodorantes, cosméticos, latas e panelas de alumínio e água tratada. O excesso de alumínio deve ser obrigatoriamente pesquisado quando observa-se no paciente sintomas de demência pré-senil, doença de Alzheimer, Parkinson, desordens de comportamento e aprendizagem como o autismo, cansaço e cefaleia crônica.

O mercúrio também possui tropismo pelo sistema nervoso central e suas fontes são frutos do mar, amálgama dentário, pesticidas, cosméticos e baterias. Como sintomas pode gerar insônia, perda de apetite, depressão, déficit de memória, tremor em mãos, parestesias (formigamentos), gosto metálico, salivação, cansaço e suores noturnos.

O chumbo tem grande tropismo pelo osso. Fontes: tintura de cabelo, cigarro, escapamento de carros, gasolina, cigarro.

Seu acúmulo pode gerar problema de aprendizagem em crianças, osteoporose, hipertensão arterial, infertilidade e anemias refratárias a tratamento.

Além da avaliação de metais tóxicos, o mineralograma também fornece a informação sobre 22 minerais essenciais que em concentrações reduzidas também podem gerar distúrbios clínicos. Por exemplo níveis reduzidos de manganês podem gerar hipoglicemia, dores articulares e alergias e magnésio em baixas concentrações pode gerar depressão e aumento de risco de doenças cardiovasculares.

A indicação de se realizar este exame vai de uma simples avaliação dentro de um check-up ou para a investigação dos mais variados sintomas em pacientes que possuem exames convencionais normais ou para pacientes que já possuem doenças instaladas com difícil controle como as neurológicas (Parkinson, doença de Alzheimer, depressão, autismo), reumatologias (lúpus, artrite reumatoide, fibromialgia) e câncer.

O mineralograma consiste em se fazer uma coleta de cabelo da região posterior da cabeça e este exame é enviado para análise com resultado em cerca de 30 dias.

O exame (vide foto) apresenta dois quadros. O superior descreve os metais pesados e o inferior os minerais essenciais.

Mediante alterações o tratamento consiste no uso de medicamentos quelantes (varredores) para que os metais sejam mobilizados e retirados do corpo pela urina. Os quelantes poderão ser administrados por via inalatória, endovenosa ou oral dependendo do metal que está em excesso.

Os metais pesados podem se depositar com maior facilidade em indivíduos que possuem uma alimentação pobre em nutrientes. É como se houvesse uma competição entre o metal pesado e o mineral essencial

Por exemplo o chumbo e mercúrio inibem a absorção de cálcio, magnésio, zinco e selênio, sendo este último um dos mais importantes antioxidantes e o alumínio depleta cálcio, magnésio (mineral que participa em cerca de 300 reações químicas em nosso organismo).

A genética tem influência sobre qualquer doença em 25 % e os fatores ambientais em 75%

Exame de sangue pode apenas detectar intoxicações agudas (transitórias) de metais pesados, mas que não refletem as concentrações teciduais

Uma das abordagens da prática ortomolecular é a desintoxicação de metais pesados, sendo um papel importante na prevenção e controle da história natural das doenças crônicas e degenerativas.

 

Dra. Helena Michel
Médica
CRM-SC 12.096




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